B2 perpl festa juninas broken tabs

Teenager Ana faces a chaotic Festa Junina project, learns to cooperate with friends and family, and discovers her own voice through mistakes, music, and tradition.

Festa Junina no Bairro Vila Nova

Na escola de Ana, em um bairro simples de São Paulo, a diretora anunciou que a turma dela seria responsável por tudo na Festa Junina daquele ano. Ana adorava a festa, mas quase caiu para trás: o prazo era curto, a turma vivia em pé de guerra e ninguém sabia por onde começar. Mesmo assim, ela decidiu pôr a mão na massa e ajudar a organizar o evento.

Na primeira reunião, cada colega queria mandar mais que o outro, e a conversa virou um samba do crioulo doido. Um dizia que a quadrilha tinha que ser moderna, outro jurava que, se mudasse a tradição, “ia dar ruim”. Ana respirou fundo, pediu calma e falou que, se todo mundo ficasse de cabeça quente, a festa não iria sair do papel.

Ela propôs dividir as tarefas: um grupo cuidaria da decoração, outro da música e outro das comidas típicas. Quando ninguém quis pegar a parte da limpeza, Ana riu e comentou que ninguém queria encarar o pepino. No fim, dois colegas toparam o desafio para não ficar a ver navios na hora dos elogios da diretora.

Nos dias seguintes, Ana e seu melhor amigo, João, correram atrás de tudo. Pediram doação de milho, paçoca e pamonha aos vizinhos. A mãe de Ana, que falava pelos cotovelos, explicou a todos como a festa era importante para manter viva a tradição. Mesmo cansada, Ana sentia que o esforço estava valendo a pena.

Na véspera da festa, caiu uma chuva forte e todo mundo achou que “aí a vaca ia pro brejo”. Alguns colegas já queriam desistir, mas Ana insistiu para não jogar a toalha. No fim da noite, o tempo abriu, e ela falou, aliviada, que não adiantava fazer tempestade em copo d’água.

Chegou o grande dia. As bandeirinhas coloridas balançavam no pátio, o cheiro de milho verde e bolo de fubá tomava conta da escola, e o som da sanfona ecoava pelos corredores. Ana subiu ao palco com o coração acelerado, com medo de pisar na bola como narradora da quadrilha. Quando viu os amigos sorrindo na plateia, resolveu abrir o coração e agradecer o esforço de todo mundo.

A quadrilha começou meio torta, gente entrando na hora errada, mas o público riu, bateu palma e entrou na brincadeira. Ana percebeu que, apesar dos erros, ninguém ali tinha metido os pés pelas mãos de verdade. No final, a diretora elogiou a turma por ter agarrado o projeto com unhas e dentes. De cansada, Ana mal conseguia ficar em pé, mas sentia que aquele dia tinha sido uma verdadeira mão na roda para a amizade da turma.

Voltando para casa, com cheiro de fumaça da fogueira grudado na roupa, Ana sorriu. Percebeu que, quando cada um faz sua parte e não tem medo de dar a cara a tapa, até uma turma bagunçada consegue fazer uma festa inesquecível. Ela sabia que ainda precisava aprender muita coisa, mas, depois daquela noite, não ia mais abandonar o barco diante de um desafio. (Palavras: 504)

June Festival in Vila Nova

At Ana’s school, in a modest neighborhood of São Paulo, the principal announced that her class would be in charge of everything for that year’s Festa Junina. Ana loved the festival but almost fainted: the deadline was short, the class was always fighting, and nobody knew where to start. Even so, she decided to get to work and help organize the event.

In the first meeting, each classmate wanted to boss the others around, and the conversation turned into a huge mess. One said the quadrilha had to be modern, another swore that, if they changed the tradition, “things would go wrong”. Ana took a deep breath, asked for calm, and said that if everybody stayed stressed out, the festival would never leave the paper.

She suggested splitting tasks: one group for decoration, one for music, and one for typical food. When no one wanted the cleaning duty, Ana laughed and said nobody wanted to face the hardest part. In the end, two classmates accepted the challenge so they would not miss out on the principal’s compliments later.

In the following days, Ana and her best friend, João, ran after everything. They asked neighbors to donate corn, paçoca, and pamonha. Ana’s mother, who talked non-stop, explained to everyone how important the festival was to keep the tradition alive. Even tired, Ana felt the effort was worth it.

On the eve of the festival, heavy rain fell and everyone thought everything would go terribly wrong. Some classmates wanted to give up, but Ana insisted that they should not throw in the towel. Late at night, the sky cleared, and she said with relief that it was no use making a big fuss over nothing.

The big day arrived. Colorful flags waved in the schoolyard, the smell of boiled corn and corn cake filled the air, and the sound of the accordion echoed in the corridors. Ana stepped onto the stage with her heart racing, afraid of messing up in front of everyone as the quadrilha narrator. When she saw her friends smiling in the audience, she decided to speak sincerely and thank everyone for their effort.

The quadrilha started a bit off, people entering at the wrong time, but the audience laughed, clapped, and joined the fun. Ana realized that, despite the mistakes, no one had really acted clumsily. In the end, the principal praised the class for defending the project so passionately. Exhausted, Ana could barely stand, but she felt that the day had really helped strengthen the class friendships.

On her way home, with the smell of bonfire smoke on her clothes, Ana smiled. She realized that when everyone does their part and is not afraid to take risks, even a chaotic class can create an unforgettable festival. She knew she still had a lot to learn, but after that night she would no longer give up easily when facing a challenge. (Words: 497)

Vocabulário da História

  • Prazo (deadline)
  • Pé de guerra (constant conflict)
  • Decoração (decor)
  • Doação (donation)
  • Cheiro de fumaça (smell of smoke)
  • Fogueira (bonfire)
  • Bandeirinhas (little flags)
  • Quadrilha (square dance)
  • Sanfon a (accordion)
  • Turma (class, group)

Gramática

Uso de futuro com “quando”: Em português, depois de “quando” fala-se muitas vezes no futuro do subjuntivo: “Quando cada um fizer a sua parte, a festa vai dar certo.” Isso mostra uma condição no futuro ligada a outra ação futura.

Locuções verbais com “ir + infinitivo”: A forma “vai dar ruim”, “não vai sair do papel” usa “ir” como auxiliar para indicar futuro próximo. É comum na fala brasileira, mais informal e natural que o futuro simples: “dará”. Exemplo: “Se ninguém ajudar, a festa vai ficar sem graça.”

Verbos pronominais no cotidiano: Muitos verbos aparecem com “se” para indicar ação recíproca ou mudança de estado: “a turma se entendeu no final”, “o tempo se abriu de repente”. Em nível B2, é importante reconhecer que o “se” muda o sentido do verbo e é muito frequente na língua falada.

Expressões Informais

  • Pôr a mão na massa Começar a trabalhar ativamente em algo.
  • Samba do crioulo doido Grande confusão, situação totalmente desorganizada.
  • Dar ruim Dar errado, ter um resultado negativo.
  • De cabeça quente Estar nervoso, irritado, sem pensar direito.
  • Encarar o pepino Enfrentar um problema ou tarefa difícil.
  • Ficar a ver navios Ficar sem nada, perder a oportunidade.
  • Falar pelos cotovelos Falar demais, sem parar.
  • A vaca vai pro brejo Tudo vai dar errado, situação de desastre.
  • Jogar a toalha Desistir de algo, abandonar um esforço.
  • Fazer tempestade em copo d’água Exagerar um problema pequeno.

Dicas Culturais

  • Festa Junina é celebração popular com danças, comidas de milho e roupas caipiras em todo o Brasil.
  • Expressões idiomáticas são muito usadas em conversas informais e mostram naturalidade no nível B2.
  • Escolas e bairros organizam quadrilhas para fortalecer a comunidade e a convivência entre os alunos.

Áudio

Áudio disponível em breve.

10 Perguntas

  1. De que bairro e cidade é a escola de Ana? (resposta)
  2. Que responsabilidade a turma de Ana recebeu? (resposta)
  3. Por que a primeira reunião virou um “samba do crioulo doido”? (resposta)
  4. Que tarefas principais Ana sugeriu dividir? (resposta)
  5. Que tipos de comida a turma pediu de doação? (resposta)
  6. O que quase estragou a festa na véspera do evento? (resposta)
  7. Qual era o papel de Ana durante a quadrilha? (resposta)
  8. Como o público reagiu aos erros da quadrilha? (resposta)
  9. O que a diretora elogiou na turma? (resposta)
  10. O que Ana decidiu sobre futuros desafios depois da festa? (resposta)

Recontar a História

Reescreva a história em suas próprias palavras, usando pelo menos 8 palavras do vocabulário ou expressões idiomáticas (mínimo 100 palavras):

Múltipla Escolha

  1. A responsabilidade principal da turma de Ana era:
    a) Organizar apenas a comida (resposta)
    b) Organizar toda a Festa Junina (resposta)
    c) Organizar somente a quadrilha (resposta)

  2. Na véspera da festa, o maior problema foi:
    a) Falta de comida (resposta)
    b) Falta de alunos (resposta)
    c) Uma chuva forte (resposta)

  3. Durante a quadrilha, Ana sentia medo de:
    a) Esquecer a letra das músicas (resposta)
    b) Pis ar na bola como narradora (resposta)
    c) Dançar passos errados (resposta)

  4. No final da história, Ana decide:
    a) Abandonar o barco no próximo desafio (resposta)
    b) Nunca mais participar da Festa Junina (resposta)
    c) Não desistir facilmente diante de desafios (resposta)
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